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Prioridades tecnológicas

por Cléia Schmitz | Revista Empreendedor

Médias empresas sem na frente na hora de aprimorar suas estruturas e adotar novas tecnologias, como deduplicação e computação em nuvem

Engana-se quem pensa que as estruturas de TI mais modernas estão nas grandes corporações. Estudo divulgado pela Symantec
– fornecedora mundial de soluções de segurança, armazenamento e gerenciamento de sistemas – mostra que as empresas de médio porte são as mais propensas a adotar novas tecnologias de segurança para data centers. Em três edições do relatório State of Data Center, é a primeira vez que esta tendência se manifesta. “As médias empresas têm mais recursos para investimentos do que as pequenas e são mais ágeis em relação às grandes, que demoram mais tempo para avaliar uma solução. Essa flexibilidade faz com que adotem novas tecnologias mais rapidamente”, explica André Carraretto, gerente de Engenharia de Sistemas da Symantec.

De acordo com o estudo, as médias corporações estão adotando novas iniciativas tecnológicas como a computação em nuvem e a deduplicação com uma taxa entre 11% e 17% maior do que as pequenas e grandes empresas. Na Rede Bandeirantes de Televisão, os investimentos em novas tecnologias têm consumido entre 20% e 30% do orçamento da área de TI. A informação é do gerente de Projetos e Infraestrutura de Redes da empresa, Paulo Roberto dos Santos. Entre os segmentos que mereceram grande parte dos investimentos, o executivo destaca as tecnologias de rede e virtualização. Recentemente a empresa aderiu ao multi-sourcing (terceirização com vários fornecedores). “O cérebro da operação está dentro da Band, mas os serviços são executados por parceiros
qualificados”, destaca Santos.

Segurança é a prioridade dos gerentes de TI para 2010. Esta é uma questão mundial. Os executivos ouvidos pelos pesquisadores da Symantec disseram que o foco de seus investimentos em 2010 será segurança (83%), backup e recuperação de desastres (79%) e proteção contínua da informação  (76%). A preocupação faz sentido quando se leva em conta os dados de outro relatório da Symantec, específico sobre segurança nas empresas. Na América Latina, as perdas decorrentes de ataques cibernéticos passam dos US$ 500 mil. Metade das empresas sofreu pelo menos um ataque nos últimos 12 meses. No Brasil, esse índice é praticamente o mesmo – 48%. Entre os executivos brasileiros ouvidos pela Symantec, 61% previam mudanças significativas um segurança da informação para 2010.

Mas de acordo com o relatório sobre data centers, a confiança dos executivos em seus planos de recuperação de desastres é alta – 80%. No entanto, instigando melhor os gerentes de TI, percebe-se ambientes bastante vulneráveis. Na avaliação da Symantec, um terço das empresas tem planos ainda são documentados ou que precisam ser melhor trabalhados. “São empresas que não revisaram seus planos nos últimos 12 meses”, ressalta Carraretto. O relatório mostra que há áreas ainda não cobertas por planos de recuperação de desastres como computação em nuvens (41%), escritórios remotos (21%) e servidores virtuais (23%). A Symantec reconhece: esses testes não têm custo baixo mas, por outro lado, alerta: eles são fundamentais para garantir o nível de sucesso dos planos.

Na América Latina, um resultado diferenciado das conclusões globais chamou a atenção dos realizadores do estudo. A deduplicação dos dados, uma nova tecnologia de backup, é citada por 73% dos entrevistados como uma prioridade entre os investimentos para este ano. “É uma tendência de mercado que não foi destaque nos relatórios anteriores”, afirma Carraretto. Para a Symantec, essa disposição em investir na implementação de tecnologias de deduplicação é muito bem-vinda porque é uma  atitude fundamental para eliminar dados redundantes e reduzir os custos de  armazenamento de rede. Para simplificar os processos de gerenciamento das informações, a empresa recomenda a implementação de uma única plataforma integrada para proteção dos equipamentos físicos e virtuais.

Uma preocupação que tem se repetido nos relatórios da Symantec é a falta de profissionais qualificados. Metade das empresas entrevistadas afirmou que está de alguma forma ou extremamente preocupada com problemas de recrutamento. A situação é mais alarmante na América Latina, onde 90% das empresas entrevistadas continuam com as mesmas vagas ou têm ainda mais posições em aberto neste ano em comparação a 2009. Na perspectiva global da pesquisa, 76% dos executivos afirmaram estar com um número maior ou igual de vagas para 2010. No geral, as áreas mais críticas são networking, virtualização e segurança. Já para os latino-americanos, a falta de profissionais é maior nos setores de cloud computing, virtualização e clustering. Para se prevenir, muitas empresas estão buscando os profissionais nas universidades. Santos, da Band TV, conta que a empresa tem por hábito recrutar alunos prodígios. “A formação a gente faz aqui dentro.”

State of Data Cente

rA Symantec ouviu em novembro do ano passado 1.780 gerentes de data centers em 26 países, dos quais 84 na América Latina. No Brasil foram entrevistados 49 profissionais. O escopo da pesquisa inclui empresas de pequeno porte (1 mil a 1.999 funcionários), médio porte (2 mil a 9.999) e grande porte (mais de 10 mil).

– Médias empresas têm índices maiores de adoção de novas tecnologias que as pequenas e grandes corporações;

– A maioria dos executivos mostrou preocupação com o aumento da complexidade e do grande número de aplicações nos data  centers;

– A prioridade dos investimentos para 2010 é segurança, backup e recuperação, e proteção contínua da informação. Na América Latina, a deduplicação dos dados também apareceu como uma iniciativa para o ano;

– Mais da metade das empresas sofre o impacto da falta de profissionais especializados. Na América Latina, 90% continuam com as mesmas vagas ou têm ainda mais posições em aberto neste ano em relação a 2008;

– Um terço das empresas não avaliou seus planos de recuperação de desastres no ano passado.

Fonte: Symantec

Contato
Band TV: www.band.com.br
Symantec: (11) 5189-6230

Fonte: Empreendedor

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